Muitos cristãos e leitores da Bíblia ao lerem o texto de Mateus
24.14 (ARC): “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em
testemunho as todas as gentes, e então virá o fim”, que o arrebatamento da
Igreja – prometido por Jesus (Jo 14.2,3), pelos anjos (At 1.10,11), anunciado
por Paulo (1 Ts 4.16,17; 1 Co 15.51-54) e pelos santos escritores (Jó 19.25; Dn
7.13,14; Hb 9.27,28) – só ocorrerá após todas as pessoas do mundo terem ouvido
a mensagem do evangelho por meio de missionários, por exemplo. No entanto, à
luz do contexto, vemos que Jesus no sermão profético relatado por Mateus
especialmente, responde a indagação dos seus discípulos – quando serão essas
coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo? – foi uma pergunta
tripartida. Logo, Jesus respondeu por partes.
O evangelista Mateus relata que Jesus ia saindo do templo e,
aproximando-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo
(cf. Mt 24.1), então Jesus dá uma resposta pronta a eles: “Em verdade vos digo
que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada”, que espanto essa
resposta causou nos apóstolos de Cristo, não?! Isto explica o porquê dessas
perguntas feitas no monte das Oliveiras. Os discípulos queriam mostrar a
estrutura do templo, mas ouviram palavras não muito animadoras e ficaram
espantados.
Cristo segue o seu discurso mostrando o que iria acontecer do
ano 70 d.C – ano em que o general Tito Vespasiano invadiu e destruiu o templo –
até os tempos do fim do mundo. Para o exegeta e pastor Antonio Gilberto, no seu
livro O Calendário da Profecia (CPAD, 1985), os versículos que se sucedem
correspondem aos tempos sombrios da Grande Tribulação. Muito embora alguns
acontecimentos já são vistos em tempos atuais, pois estamos na última hora (1
Jo 2.18) e já o ministério da injustiça opera (cf. 2 Ts 2.7). Alguns dos sinais
mostrados por Jesus foram os surgimentos de falsos cristos, guerras, rumores de
guerras, pestes, fomes, traição, ódio, dentre outros. Não é que o vemos hoje? A
Grande Tribulação está às portas! O Arrebatamento também... Graças a Deus que
ele nos livrará desse tempo onde a ira do Senhor Deus será derramada sobre a
terra (cf. Rm 5.9; 1 Ts 1.10; Ap 3.10; 6.10).
Ufa! Após todas essas explicações vamos ao texto em foco.
Afinal, que evangelho é esse? Que fim é esse? O evangelho – como o próprio texto afirma, é o evangelho do Reino – pregado por João Batista (Mt 3.2). Sabemos que não existe outro evangelho (Gl 1.7), embora alguns queiram transtorná-lo. Paulo verberou contra isso na carta aos gálatas (Cf. Gl 1.6-8). O evangelho – como descreveu o Pr. Severino Pedro da Silva (in memorian) no seu livro Apocalipse versículo por versículo (CPAD, 1985) – é o mesmo, mas pode ser apresentado na sua multiforme: (a) Evangelho do Reino; (b) Evangelho da graça; (c) Evangelho eterno; (d) o que Paulo chamava de meu Evangelho (p. 192).
Afinal, que evangelho é esse? Que fim é esse? O evangelho – como o próprio texto afirma, é o evangelho do Reino – pregado por João Batista (Mt 3.2). Sabemos que não existe outro evangelho (Gl 1.7), embora alguns queiram transtorná-lo. Paulo verberou contra isso na carta aos gálatas (Cf. Gl 1.6-8). O evangelho – como descreveu o Pr. Severino Pedro da Silva (in memorian) no seu livro Apocalipse versículo por versículo (CPAD, 1985) – é o mesmo, mas pode ser apresentado na sua multiforme: (a) Evangelho do Reino; (b) Evangelho da graça; (c) Evangelho eterno; (d) o que Paulo chamava de meu Evangelho (p. 192).
Vamos ao conceito. “Evangelho do Reino. Isto é, as boas novas
que Deus propôs estabelecer na terra, em cumprimento do concerto davídico (2 Sm
7.16, etc), um reino não político, mas espiritual, judaico, porém, universal,
sobre o qual o Filho de Deus herdeiro de Davi, reinará, e o qual será, por mil
anos, a manifestação da justiça de Deus entre os homens. Duas pregações deste
Evangelho são mencionadas nas Escrituras, uma passada, começando com o
ministério de João Batista e terminando com a rejeição do seu Rei pelos judeus.
A outra. Ainda futura (Mt 24.14), durante a Grande Tribulação, e imediatamente
antes da Vinda em glória de Cristo – O Rei rejeitado” (Apocalipse versículo por
versículo, p.192).
A “forma” do evangelho que pregamos hoje não é o do Reino, esta
pregação cessou quando Jesus foi rejeitado pelos judeus. Hoje pregamos o que se
chama de Evangelho da graça. Isto é, “as boas novas” de Jesus Cristo, que foi
traído, crucificado, entretanto ressuscitou ao 3ª dia, aleluia! A pregação do
Evangelho do Reino será reiniciada na Grande Tribulação (cf. Mt 24.14). Deus
nunca ficou sem testemunho, até mesmo quando os filhos de Deus – ou seja, a
linhagem piedosa de Sete – se casaram com as filhas dos homens (Gn 6.2) e quando
a terra estava cheia de maldade (Gn 6.5), Noé achou graça aos olhos do SENHOR
(Gn 6.8). O que dizer de Ló nas cidades de Sodoma e Gomorra (Gn 18.23-32;
19.14)? E dos 7.000 joelhos que não se dobraram a Baal (1 Rs 19.18)? E tantos
outros exemplos.
Apesar dos juízos de Deus ser derramados sobre os homens na 70ª
semana de Daniel – a Grande Tribulação – ou também ira futura (cf. Lc 3.7; 1 Ts
1.10), o misericordioso criador dos céus e da terra anunciará aos homens que se
arrependam. A pregação do Evangelho como um todo será feito pelos 144.000
israelitas, pelas duas testemunhas (Ap 11.3,7), pelo anjo (Ap 14.6) e também
pelos crentes que não foram arrebatados e aqueles que converterão nesse tempo.
Apesar da rejeição da humanidade (Ap 9.21; 16.11), haverá uma grande multidão
de judeus e de gentios salvos (Ap 6.9-11; 7.9-11), a salvação será por meio da
fé.
Hoje o anúncio do Evangelho de Cristo é feito de forma
simultânea, “Jerusalém, Samaria e os confins da terra”. Entretanto não podemos
dizer que Jesus só levará sua Igreja para o céu após todas as pessoas terem
sido evangelizadas. Uma publicação da revista Super Interessante no ano de 2005
mostrou, baseado em dados da ONU – Organização das Nações Unidas – que, em
média nascem 180 pessoas por minuto. Outros dados sugerem que a população
mundial cresça a um ritmo de 1,2 %, isto significa que aproximadamente 211.000
pessoas nascem por dia. Mesmo com o grande número de missionários e cristãos no
mundo é impossível que todas as pessoas sejam alcançadas “diretamente”.
Apesar de algumas escolas de interpretação da doutrina
escatológica, a saber – amilenismo e pós-milenismo – defenderem que o reino de
Cristo é espiritual, por isso mesmo rejeitam a doutrina do Milênio. Alguns
creem que o milênio não literal começará após a divulgação mundial do
Evangelho. Sabemos que isso não é possível. E aqueles que morreram ou que não
ouviram e/ou não ouvirão a mensagem do Evangelho? Paulo diz que o Evangelho foi
“pregado a toda criatura que há debaixo do céu” (Cl 1.23). Deus fala através o
universo (Sl 19.1-4), da percepção (Rm 1.19,20), da consciência (Rm 2.14-16),
dos meios geográficos (At 17.30,31), dos anjos (Ap 14.6), de seu Filho (Jo
14.6), de sinais e milagres (Hb 1.1). Não é por isso que vamos deixar de pregar
a palavra, vamos seguir o que Paulo disse a Timóteo, “pregues a palavra, instes
a tempo e a fora de tempo” (2 Tm 4.2).
Estamos chegando ao fim. E por falar em fim, que fim é esse que
Jesus falou? Estamos vivendo hoje um período dispensacional chamado de
dispensação da Graça. Quando terá fim este período? Com o arrebatamento da
igreja? Não. Após o arrebatamento ainda teremos dentro da dispensação da Graça,
como fato concludente o transitório, um período de sete anos, onde a graça de
Deus permitirá que muitos sejam salvos. O fim retratado aqui é o fim da
dispensação da graça e, após o julgamento das nações (Mt 25.31-46), terá início
uma nova dispensação: o Milênio.
Bem, enquanto o fim desta dispensação não chega, o fim desse
texto está chegando. Que possamos ler, meditar e estudar a palavra de Deus. O
arrebatamento está muito perto, e que nesse pequeno espaço de tempo que temos
possamos pregar o Evangelho genuíno (Mc 16.15), pois ele é o poder de Deus para
salvação de todo aquele que crê (cf. Rm 1.16). Maranata, ora vem Senhor Jesus!
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